Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Maria do Amparo/Lucia Moniz - "Oh Minha Mãe quem me dera"


publicado por divagares às 22:14
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Canto de Intervenção

Rosto da 3ª. edição de "Canto de Intervenção", de Eduardo M. Raposo, obra de inestimável valor para a compreensão do canto de intervenção/canto livre/canção de protesto/baladeiros, tantos foram os adjectivos atribuidos àqueles que, com a sua música e as suas palavras, deram um contributo importante para o esclarecimento e mobilização das massas populares, antes e depois do 25 de Abril.

 

"as canções de protesto e as baladas insinuadoras infestavam as estações de rádio (entre as mais activas, por sinal, figurava a convencionalmente chamada Emissora Católica Portuguesa, Rádio Renascença, que foi quem espalhou o sinal indicativo da revolução) e sucediam-se em festivais;  no teatro de amadores como nas revistas fazia-se descaradamente o ataque frontal à ordem social; e o mesmo no cinema e na imprensa, onde, além da infiltração na maior parte dos jornais diários, os sociais-comunistas desfrutavam de alguns semanários de certa expansão, sobretudo o Notícias da Amadora (...) Era forçoso reprimir."Estas, são palavras de Marcelo Caetano, em Agosto/1974, no Brasil.

 

"As canções de protesto, que  segundo Marcelo Caetano chegaram a perturbar o sono dos turvos ditadores, não eram uma contingência de um regime à beira do fim. Representavam antes um valor e uma tradição cultural em Portugal, como herdeiras das cantigas de escárnio e maldizer, da poesia popular, das trovas e baladas de contestação e resistência, do fado - não apenas do fado republicano, operário, social, mas simplesmente do fado, excluído e perseguido nos alvores do regime no âmbito de uma campanha puritana de alegada moralização dos costumes e das mentalidades. Ligadas à vida social e cultural essas formas de expressão e e de manifestação acompanharam a evolução de uma sociedade que a repressão procurava manter na total estagnação. Foram no pós-guerra, nos anos 40, as Heróicas - cultas Canções de Protesto, de Resistência, deHomens Livres, no dizer de Fernando Lopes-Graça - como mais tarde as Baladas, como lhes chamou José Afonso, as Canções de Intervenção, na contestação universitária e nas lutas laborais e anti-coloniais."

 

Extracto do prefácio à 3ª edição

 


publicado por divagares às 18:39
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.pesquisar

 

.Agosto 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. A Rainha da Noite

. Beethoven - sonata ao lua...

. Raul Torrez

. Lilia Vera (Venezuelana) ...

. Sílvio Rodriguez

. Pablo Milanez, "Para vivi...

. Mutti, Verdi, "Nabuco" e ...

. Edu Lobo

. Tom Jobim

. Simone

.arquivos

. Agosto 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Fevereiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

.favoritos

. Teatro Aberto: ""O Pai"

. cinco minutos de jazz

.links

.Contador

SAPO Blogs

.subscrever feeds